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Relatório da noite 04/01: Dólar sobe com conflito entre EUA-Irã e afeta mercado, petroleo sobe preço e Ibovespa cai.

Dólar comercial aumenta 0,82% na sexta-feira, dia 03, após ataque americano à força militar iraniana em Bagdá, capital do Iraque, e fecha cotação em R$4,0560 na venda. O ataque resultou em 2 mortes relevantes para o conflito: o comandante Abu Mahdi al-Mohandes e o general Qassem Soleimani.

Ao longo da última semana, Irã e EUA vêm apresentando trocas de farpas, resultando nesta última ação comandada por Trump, condenada pelos grupos políticos iranianos, inclusive pelo líder do país, Ali Khamenei. A justificativa do Pentágono sobre o acontecido está na acusação de um “possível plano de ataque” por parte do general Soleimani e militares a diplomatas e oficiais norteamericanos em terriotório iraquiano. Como resposta, o líder aiatolá Khamenei ameaçou a Casa Branca, se pronunciando acerca de uma “retaliação severa” como resposta ao evento.

Enquanto isso, o mercado financeiro mundial fica instável esperando as próximas reações de ambas as nações. E, por consequência das tensões geopolíticas, espera-se uma maior instabilidade no preço das ações em 2020, levando a maior volatilidade.

O preço do petróleo também teve alta de mais de 3% na sexta, dia 03, impulsionando investidores a se desfazerem de ações para acumular ativos-refúgio, como ouro, por receios do conflito afetar os preços da commodity.

No Brasil, a bolsa registrou queda, com índice Ibovespa descendo 0,73% e boa parte dos ativos locais caindo, como as companhias Localiza (RENT3), Gol (GOLL4), B3 (B3SA3), Azul (AZUL4) e Gerdau (GGBR4).

Em paralelo, ações da Petrobras (PETR3 / PETR4) registraram alta, conforme aumento das cotações. A empresa informou que continuará monitorando o mercado internacional de combustíveis e que “não há periodicidade pré-definida para a aplicação de reajustes”, de acordo com suas práticas atuais de precificação.

O presidente Jair Bolsonaro declarou que o acontecido pode afetar o preço do combustível para a população e medidas podem ser pensadas para solucionar questão. Uma das hipóteses é reduzir a alíquota do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – para não interferir na política de reajuste da Petrobras, caso haja um disparo alto no valor do combustível, como foi discutido com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Entretanto, a expectativa é do preço se estabilizar no decorrer dos próximos dias, não sendo necessário fazer mudanças no longo prazo.